Ao contrário da descrição que é estática, a narração é eminentemente dinâmica. Nela predominam os verbos. Aqui o importante está na ação. No (o que aconteceu).
A essência da ficção é a narrativa, respondendo os seus elementos a uma série de perguntas. São elas:
a) Quem participa dos acontecimentos? (personagens).
b) O que acontece? (enredo).
c) Onde e em que circunstâncias acontece? (o lugar dos fatos, ambiente e situação).
A sua essência é a criatividade.
O texto narrativo é eminentemente temporal e espacial. Envolve a ação, o que produz a personagem, o agente do processo narrativo.
Esta modalidade de texto transita por um fio condutor que leva a uma situação denominada (clímax) ou (nó), decaindo numa (resolução) ou epílogo. O segredo da narrativa concentra-se no grau de suspense criado, bem como no fecho surpreendente.
Existe o narrador - personagem e o narrador - observador. Também há o caso do narrador onisciente, destacando-se brilhantemente Clarisse Lispector.
Formas de discurso
O discurso direto constitui a técnica do diálogo. É a personagem em atividade, animizada, falando. Estrutura-se, normalmente, com a precedência de dois-pontos e inicia-se após um travessão.
<. Botou as mãos na cabeça e a boca no mundo:
-Nossa senhora, meu patrãozinho me mata!
O discurso indireto caracteriza-se pelo emprego da subordinação sintática, impedindo a fala da personagem. "Evaristo ficou aterrada. Foi ter com o marido, disse-lhe que estava com desejos."
3. O discurso indireto livre é uma mescla do discurso direto com o indireto, proporcionando um movimento interno da fala, o monólogo interior.
Observe o fragmento:
"Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano franziu a testa, achando a frase extravagante. Aves matarem bois e cavalos, que lembrança! Olhou a mulher, desconfiado, julgou que ela estivesse tresvariando."
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