sábado, 4 de junho de 2011

Narração



Ao contrário da descrição que é estática, a narração é eminentemente dinâmica. Nela predominam os verbos. Aqui o importante está na ação. No (o que aconteceu).


A essência da ficção é a narrativa, respondendo os seus elementos a uma série de perguntas. São elas:

a)      Quem participa dos acontecimentos? (personagens).

b)      O que acontece? (enredo).

c)       Onde e em que circunstâncias acontece? (o lugar dos fatos, ambiente e situação).

A sua essência é a criatividade.

O texto narrativo é eminentemente temporal e espacial. Envolve a ação, o que produz a personagem, o agente do processo narrativo.

Esta modalidade de texto transita por um fio condutor que leva a uma situação denominada (clímax) ou (nó), decaindo numa (resolução) ou epílogo. O segredo da narrativa concentra-se no grau de suspense criado, bem como no fecho surpreendente.

Existe o narrador - personagem e o narrador - observador. Também há o caso do narrador onisciente, destacando-se brilhantemente Clarisse Lispector. 

Formas de discurso

       O discurso direto constitui a técnica do diálogo. É a personagem em atividade, animizada, falando. Estrutura-se, normalmente, com a precedência de dois-pontos e inicia-se após um travessão.

<.   Botou as mãos na cabeça e a boca no mundo:
          -Nossa senhora, meu patrãozinho me mata!

       O discurso indireto caracteriza-se pelo emprego da subordinação sintática, impedindo a fala da personagem. "Evaristo ficou aterrada. Foi ter com o marido, disse-lhe que estava com desejos."

3.    O discurso indireto livre é uma mescla do discurso direto com o indireto, proporcionando um movimento interno da fala, o monólogo interior.
Observe o fragmento:

"Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano franziu a testa, achando a frase extravagante. Aves matarem bois e cavalos, que lembrança! Olhou a mulher, desconfiado, julgou que ela estivesse tresvariando."

Nenhum comentário:

Postar um comentário